Ex-policial revela suposto esquema criminoso na polícia militar do RJ

14 de setembro de 2022 Off Por Portal do Gida

Em participação no Podcast Portal do Gida, o ex-policial militar Rômulo Mattos foi enfático em suas palavras: o Brasil ainda tem jeito. Cabo militar e defensor de diversas causas, Romulo Mattos alega que está sofrendo perseguições dentro da corporação, por combater supostos esquemas obscuros dentro da cidade do Rio de Janeiro.

Ele alega que nos últimos três anos, não está obtendo sucesso na sua missão de denunciar estes esquemas. Contando sua história, ela afirma que é filho de policial militar, onde o perdeu quando tinha 13 anos de idade, violentamente assassinado. Mattos afirma que a dor foi o suficiente para moldar sua carreira e sua vida, sendo um impulso para combater o crime.

Para ele, a formação do seu pai foi um estopim para seguir a mesma carreira. Na prática, ele afirmou que a vida dentro da corporação é uma grande utopia, pois o sistema existente no país sempre colaborou para a realidade criminosa que possui, e como exemplo, ele cita a situação da máfia das vans, muito conhecida no Rio de Janeiro.

Segundo ele, uma situação curiosa ocorreu. Após a apreensão de uma van que, aparentemente, fazia parte do esquema de corrupção das vans, sua equipe foi transferida de local de atuação. Em seguida, a notificação sobre sua localização sempre era aferida constantemente, o que não aconteceria em outras situações.

Romulo Mattos fala sobre suposta esquema das vans

Segundo ele, existe um possível esquema criminoso envolvendo vans no Rio de Janeiro. Isso porque existem diversos veículos circulando pela cidade, sem autorização ou documentação adequada, sendo guiados por motoristas extorquidos pelo tráfico carioca. Hoje, ele afirma que não existe um combate eficiente para essa situação na cidade.

Anteriormente, diversos relatos midiáticos apontaram que, supostamente, havia a participação da Polícia dentro do esquema criminoso das vans. Na verdade, ele informa que a máfia das vans não tem o combate necessário por parte das autoridades, o que sugere conivência. Para ele, a situação é bem triste, e o deixa incrédulo da justiça carioca.

Na época do ocorrido, ele afirmou que discordou da decisão de mudar o local de policiamento. Em sua afirmação, ele acredita que o processo administrativo apontou que, supostamente, algumas autoridades estavam sendo beneficiadas com a situação das vans. Para ele, diversos indivíduos não merecem a farda da Polícia, devido a comportamentos duvidosos no ofício.

Hoje, ele diz estar na ativa e licenciado. Apesar de não haver provas, há diversos indícios de corrupção envolvendo policiais ocorrendo no Rio de Janeiro. Para ele, mesmo que não haja conivência com os atos ocorridos, como no caso do escândalo das vans, é bastante provável que haja omissão das autoridades em investigar esse tipo de caso.

Por fim, ela afirma que denunciar casos como esse pode acarretar em graves consequências. Isso porque ele recebeu diversas punições administrativas por denunciar e combater esquemas criminosos, onde não cometeu crime para receber tal dano. Segundo ele, uma foto postada por um morador local foi motivo de retaliação. Isso porque ele afirma que, anteriormente, pediu autorização para almoçar fora, o que foi negado pelo seu superior, embora o mesmo tenha aprovado.

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