Medicina esportiva na infância e adolescência: Quando começar?
O papel da medicina esportiva na infância e adolescência
A prática esportiva na infância e adolescência é cada vez mais incentivada por pais, escolas e clubes. Mas qual é o momento ideal para iniciar atividades de alto rendimento? Quais os limites entre lazer, saúde e desempenho? No episódio do podcast com Diogo Cristiano Neto, médico especialista e ex-CBF, essas questões foram abordadas com profundidade. A medicina esportiva na infância e adolescência não é apenas uma questão de prevenção, mas uma ferramenta essencial para a formação de atletas saudáveis e cidadãos ativos.
Segundo Diogo, o principal erro de muitos pais e treinadores é antecipar etapas do desenvolvimento corporal e emocional das crianças. Ele alerta: “Criança não é adulto em miniatura”. O corpo em crescimento exige atenção redobrada, especialmente em esportes que envolvem impacto, sobrecarga ou especialização precoce. Esportes como futebol, ginástica e natação muitas vezes cobram do jovem atleta uma dedicação incompatível com sua fase de desenvolvimento.
A importância do acompanhamento médico
A medicina esportiva na infância e adolescência atua na prevenção de lesões, avaliação de ocorrência física e orientação sobre cargas de treino. Um exemplo citado por Diogo é a realização de exames cardiológicos preventivos. Ele relata casos em que alterações cardíacas foram bloqueadas em jovens que nunca apresentavam sintomas. Em um país com dimensões continentais como o Brasil, esse tipo de rastreamento é essencial para evitar tragédias no campo.
O especialista também destaca a importância da nutrição, do sono e da saúde mental. Muitos jovens são pressionados por resultados desde cedo, o que pode levar à ansiedade, ao estresse e até ao abandono precoce do esporte. A medicina esportiva moderna vai além do físico. Ela cuida da criança como um todo, respeitando sua maturidade biológica e emocional.
Quando é o momento certo para competir?
Diogo explica que não há uma resposta única. Cada criança tem seu ritmo de crescimento e sua individualidade. No entanto, ele recomenda que até os 12 anos o foco principal seja o prazer em praticar esportes. A introdução às modalidades competitivas deve ser gradual, respeitando os limites naturais e evitando especializações muito precoces. “Quanto mais multiesportivo para a infância, melhor será o desenvolvimento motor”, reforça o médico.
A especialização antes do tempo pode gerar sobrecarga em estruturas ainda em formação. É comum, por exemplo, o aumento de lesões nos joelhos e tornozelos de jovens que treinam futebol de forma intensa antes da puberdade. A medicina esportiva na infância e adolescência precisa atuar de forma integrada com treinadores, educadores e famílias.
O papel dos clubes e escolas
Uma crítica levantada por Diogo é que muitos clubes ainda não têm uma estrutura adequada de medicina preventiva para as categorias de base. Embora haja evolução, o investimento ainda é tímido em comparação com a importância do tema. Ele defende a presença de equipes multidisciplinares formadas por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas desde a base.
Nas escolas, a realidade é ainda mais desafiadora. A maioria não possui profissionais identificados para identificar sinais de risco ou orientar corretamente os alunos mais ativos. A integração entre o ambiente escolar e esportivo pode ser um diferencial na formação física e emocional do jovem.
A medicina esportiva na infância e adolescência é um pilar fundamental para um futuro mais saudável e promissor. Respeitar o tempo de cada criança é o primeiro passo para que o esporte seja um aliado e não um risco.
Quer ouvir todos os detalhes dessa conversa? Assista ao episódio completo logo abaixo.
👉 https://www.youtube.com/watch?v=Antrly4ewPE
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