Romulo PQD relata sobre a máfia do voo livre no Rio de Janeiro

17 de setembro de 2022 Off Por Portal do Gida

Em participação no podcast Portal do Gida, Romulo PQD decidiu falar sobre o esquema criminoso que comercializava os voos duplos no estado do Rio de Janeiro. Na verdade, ele foi a primeira pessoa a denunciar a máfia em suas redes sociais, sendo que a situação ainda não é investigada adequadamente pelas autoridades fluminenses.

Rômulo começou sua participação falando sobre sua carreira, afirmando que adorou sempre  esportes e que isso foi motivador para que ele conseguisse adentrar no mundo do voo livre. Referência no mundo do voo livre, ele afirma que os seus clientes sempre sentiram confiança no seu trabalho, devido à experiência que ele possui nesse tipo de atividade.

Em seguida, ele comenta que existem algumas exigências legais para trabalhar com voo livre. Para começar, ele fala que para pilotar um parapente é necessário obter um certificado da ANAC. O certificado de aeroporto, que mostra onde é possível voar. Para a ANAC, a maior preocupação é com a aviação civil, pois é necessário saber pilotar para não encarar um avião.

Romulo PQD fala sobre a máfia do voo livre no Rio

Segundo Rômulo, a máfia não é algo atual. Na verdade, ela faz parte da CBVL – Conferência Brasileira de Voo Livre. Inclusive, ele menciona que a CBVL sequer é considerada uma Conferência, pois não houve a assinatura do presidente para sua atuação. Na prática, a CBVL funciona como uma empresa que, eventualmente, tem interesse em legislar sobre os esportes.

Devido a sua grande história no ramo, a CBVL solicitou ao longo dos anos diversas exigências para os aviadores, que sequer questionaram devido à importância do órgão. Segundo Rômulo, a CBVL funciona de forma liegal atualmente, e existem até mesmo projetos de lei para parar a atuação da máfia.

Ele afirma que, durante sua trajetória, criticou e expôs a falsa obrigatoriedade de pagamento para a CBVL, o que criou mal-estar entre ambas as partes. Isso porque diversos aviadores viram que não era necessário pagar a taxa, e isso foi devido às diversas denúncias feitas em suas redes sociais. Inclusive, as denúncias ganharam uma proporção maior do que imaginava.

Questionado sobre como os aviadores que não pagam a CBVL são abordados pela entidade quando decidem voar, ele afirma que, até o momento, não existe uma represália com força bruta. Entretanto, devido a não obrigatoriedade, o caso chegou a ser caso de polícia, mas, não houve adiantamento da história devido o delegado entender que não era necessário pagar a CBVL para voar.

Hoje, as pistas de voo existentes no RJ não são propriedade da CBVL, mas, não chegam a ser privatizadas. Segundo ele, as pistas pertencem a uma equipe quilombola, ou seja, o espaço é considerado público para fins de aviação, mesmo que a máfia imponha que não é.

Por fim, ele afirma que a CBVL administrará as pistas de voo como se fossem privadas, mas, para isso era necessária uma licitação, o que não existe. Dessa forma, a máfia se apoia em um escandalo criminoso onde existem cobranças inexistentes para os aviadores, fomentando um esquema que precisa, urgentemente, ser investigado pelas autoridades competentes.

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